Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Brilho






E eu perco tempo nisto, vivo vivo porque insisto


O batimento é acentuado, é a corrida para o que tu nunca ouviste

Faço disto anarquismo, esmago já não conquisto

Se tenho um milhão de pecados que me perdoes, porque eu já não te perdoo Cristo

Vivo em eterna loucura numa vida sem brandura

Eu cuspo fogo e fogo consumo em perpétua secura

Dá-me mais vida eu bebo-a até a ultima gota

Dá-me sonhos que me tirem a respiração que eu não temo que me sufoquem

Voo em alucinações que me elucidam o espírito

E se tudo isto que sinto não é real chamem-me Poeta fingido

Poeta frígido cingido a apenas uma substância

A todo este gelo que me congela a alma e me mantem a distancia

Fraco na ganância pacato quanto baste

Em toda uma vida que nunca me deixou ir por arrasto

Enquanto eu gasto todo o meu tempo nestas letras

Viajo por universos desconhecidos onde os fecho em gavetas

É pertinência da imaginação que me da varias vidas

Revela-me a diferença entre o verdadeiro eu, e o eu coberto de feridas

Sem planos, tormentos são insanos

Eu consegui quebrar a barreira de todos os seres mundanos

É mística, toda a fúria da minha visão holística

Penetro-te a alma sem ter a sensação altruísta

Luxúria que me trouxe a bordo de uma nau de palavras

Eu navego por todo este mar desfeito em mágoas

È feito num feitio de feitiço endiabrado

Eu estou tão longe de Deus que já me confundem com Diabo

Sinto alguma presença que me observa imune

Sem nome sem perfume e com o silêncio do costume

E profundo escavo como um escravo imundo

Com as mãos cansadas de ser o único a carregar este mundo

E ao fundo eu vou num só respiro

Mas tudo vale a pena quando sozinho no escuro eu brilho.



Domingo, 12 de Setembro de 2010

Livro ja disponivel

O meu livro ja se encontra disponivel
Quem quiser compra tera apenas de ir a este link:
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Obrigado
Nuno Ribeiro

Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

Infinito

Porque eu sou o infinito que a imaginaçao algum dia podera alcançar.

Domingo, 25 de Julho de 2010

Veracidade



A falta que me faz a transcendência do passado
Dá-me ainda mais elevação para sair deste triste fado
È tudo mais pensado é tudo menos sonhado
Com as memorias de quem ainda me chama de safado
Tu foste juiz e quiseste por a culpa numa só pessoa
È triste amar e sentir que tudo se desmorona
Chegar a querer a cegueira para não ver essa pessoa
E não venhas pedir perdão porque nada se perdoa
Envolto em memorias que me assombram diariamente
Como sombras que me seguem e cegam constantemente
A vida como ela era já não segue pelo bom caminho
A dor que sinto obriga-me a ficar sozinho
Enquanto deambulo por letras em constante fixação
A obsessão que me pressiona a continuar a minha criação
Eu crio e recrio deixando palavras por um fio
E talvez seja por isso que eu ainda durma ao frio
Já não sinto calor nem a silhueta do aquecimento
È neste escuro que ainda me lembro que caio em esquecimento
A única coisa que não me esqueço é do nosso cheiro
Intenso único como se fosse o primeiro
Abandonei tudo e pedi a Deus para me levar com ele
Ao saber que nunca mais teria o cheiro dela na pele
Contraste de uma vida que se tornou obsessiva
Eu odiei-te  demais, deixei de ter a sensação olfactiva
Esqueci tudo, queimei o teu fogo com o próprio fogo
Comecei de novo, porque afinal de contas isto é apenas um jogo
Deixei de ser bobo e fui visto como tolo
Confundiram a minha pureza como mais uma forma engodo
Parem….eu já me deixei de coro
Veracidade das palavras que já não decoro
Espontaneidade desta alma suja em tons de choro
Com ruídos que sangram e me alimentam de soro
 Porra….nem me conhecem pela metade
A aparência que vos ilude é a única coisa que vos da vontade?
E o meu espírito que vos devora nos sonos
É disso que têm medo? Que vos coma os sonhos?
 Eu crio sonhos eu realizo-os com palavras
Fecha a tua visão abre a alma e deixa-me fecunda-la
Fantasias protegidas deambulando por estas cabras
Tas sonâmbula essas tuas paginas nunca iras acaba-las
Pensas que é essa tua liberdade que te ira deixar livre
Estarás presa eternamente em todas as folhas do meu livro
Meu filho que eu pinto e crio pelo mesmo trilho
Onde eu corri descalço para sentir o meu próprio sangue já frio.

Quarta-feira, 16 de Junho de 2010




É na sanidade que me procuro, mas é na loucura que me encontro !

Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

A minha existência



O nervosismo que me esbate traz-me eterna arte
Em forma de poesia em que o embate apenas me deu desgaste
O Contacto é frenético num sistema jubilar
O estético foi mais forte do que o meu dom de não amar
Esquece essa fúria em que foste esquecido
Eu não preciso de escolher eu sou o escolhido
Fui Ferido mas continuei firme digno
Com a aparência de quem segue apenas o espírito
Sou esquisito estranho louco como vocês queiram
Já não me importo o que falam, vocês só se queimam
Sou mais que fogo, sou quente como lava
Aquecimento temporal transmitido com a minha palavra
Esquece-me eu deixei neste momento de ter físico
Lembra-te de mim quando entenderes o meu sentido frásico
È básico tudo aquilo que eu escrevo
Numa sincronia entre o amor a qual eu não me atrevo
Fervo como água do mar ao fundo no horizonte
Sou a terra a beira-mar espraiada Vila do Conde
Braille que tu sentes apenas com o tacto
É a lente que foca a sensibilidade de um retrato
A preto e branco, as cores eu guardei-as numa caixa
Com a esperança que ela um dia se desfaça
Estilhaços de tinta que façam novas pinturas
Que pinte todo o meu ser mas que não apaguem as minhas aventuras
Nem a palavra que eternamente me define
No pulso cravado o nome de um livro que me exprime

A tentativa de cegueira para tirar a vaidade
Numa absoluta escuridão que me trouxe a liberdade
A mão que me aconchega não chega para o embate
È a achega que me trás mais fertilidade nesta arte
Trás uma vida por trás dela esta a saída
Abre a porta, não bloqueies, olha a terra prometida
Não busques mais respostas escritas em tinta permanente
A mudança é mundana na minha escrita fervente
Insistência na inexistência do acaso 
Tudo acontece por um motivo é um traço do destino
São gritos em palavras murmúrios em ouvidos
Sistemas esquecidos que um dia foram mais ouvidos
Eu rasgo o destino espremo todas as minhas folhas
Pinto-me com a sua tinta e traço as minhas escolhas
Abruto-me na inconsistência da inconsciência
Rodeado por teoremas sem benevolência
A Ciência que me absorve não tem explicação
Não é fictício é a realidade da minha criação
São sonhos que eu protagonizo na minha essência
E por mais que não me entendam eu acredito ainda mais na minha existência.

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Eu nao morro....eu sou eterno


Eu não morro porque sei que a morte me anseia
Deixo-a a espera ate que apague a sua fogueira
Sem luzes não me acuses não me vês eu sou escuro
Já estou farto de ter sido fudido por ser tão puro
Enquanto isso eu lanço um feitiço de egoísmo
Torno-me egoísta egocêntrico trato todos como lixo
Vivo fixo em mim mesmo como nunca visto
Ajoelha-te perante mim, porque eu transporto Cristo
Abro os braços não te fies na minha aparência
Eu estou preso a uma cruz mas não é ela que me sustenta
Benzido em água sedenta bem-vindo a nascença
De um novo mundo criado com a minha própria crença
Criador de mistérios que só vivem no meu interior
Já sinto tanto ódio por isto que só pode ser amor
A diferença esta numa vida que me transbordou de diferença
Abordou pela retina devolveu me a transparência

Visionário assassino, eu não acredito no destino
Inventor de um novo ensino, batimento de um sino
Ao ritmo da pulsação que briga com a ilusão
Que abriga e cria intriga pela vida escrita pela minha mão
Numa combustão de sentimentos queimados
Foi a fusão da realidade com sonhos estuprados
Estropiado pela sociedade em que me encontro
Tudo é igual já não há diferenças, apenas descontos
Contos contados numa sincronia obsessiva
Tudo tem o seu propósito numa vida pouco permissiva
 Eu não escrevo poemas eu escrevo visões
Não sou poeta sou visionário vivo em alucinações
Isolamento corrosivo como a minha própria saliva
Comportamento compulsivo amor ofensivo que me cativa
Não me julguem pela aparência que ofusca
A minha sombra tem mais cor e não é a tua custa
Ilustra arco-íris sem cor apenas a preto e branco
Ilumino a escuridão com as palavras do meu canto
E eu levanto me depois de tanta queda
Vou dar o troco na mesma moeda
Esquece e contempla tudo o que eu escrevo
Se nada é eterno sejam bem-vindos ao inferno
Escriturais renascidas depois de uma longa doença
O espírito esta mais fortalecido foi esta a recompensa
Eu não morro eu sou eterno pelo infinito
E só desejo que sintam metade do que eu sinto.

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Braille

A minha alma não se vê sente-se como Braille....

Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Terça-feira, 16 de Março de 2010

O Poema


Esperei por ti como o inverno pela primavera
Numa acústica isolada onde tu és quimera
Sonhos clarificados numa ânsia de um abraço
Já há amor numa vida sem termos o mesmo espaço
Brincadeiras em areias numa vida sem ampulheta
Sem fronteiras criadas pelo voo da borboleta
Agarro-me nas suas asas, contribuo com calor
Sentindo na cara o perfume e todo o seu sabor
Em voos nocturno obstinado as emoções
Que me fizeram criar todas estas canções
Pureza nobre que me trouxe toda esta escrita
Símbolo angelical que ilumina a minha vida
Talvez eu não exista e seja apenas uma miragem
Acompanhado por sonhos que me levam nesta viagem
Agarra a minha mão, ou ao menos tenta
Sentir a minha alma que apenas me sustenta
Sonha comigo…deixa-te levar pelo infinito
E que tudo o que eu sinto seja por ti sentido
Os medos que tu tens onde vives presa no passado
Esquece tudo, não és mais uma, és única ainda estou lembrado
De tudo o que te disse e sinto que és utopia
E se estou assim tão enganado leva a minha poesia
Leva-me contigo nesta viagem pelo desconhecido
Pois se isto não é amor eu estou perdido no infinito
Faz-me encontrar poesia novamente
E um nosso abraço não caía no esquecimento
Um Amor um percurso em transcendência
Um olhar uma alma em transparência
É uma dependência numa sede de te amar
Uma vivencia transcrita numa brisa ao luar
És a estrela que mais me fascina
Deixaste de ser princesa passaste a ser minha rainha
Agarra-me pela mão como nunca agarraste ninguém
Aperta-me contra o teu peito e coroa-me teu rei
E sim, é amar este amor de saber sentir…
Acorda minha deusa adormecida
Mesmo tu não sabendo és a inspiração para toda a minha poesia
Lida entre as minhas entre linhas
Este é o teu espaço no meu espaço onde tu mais brilhas
Não quero o teu espaço quero no teu coração um espaço
A mais bela história de amor sentida num só compasso
Deixo-me levar pela composição das tuas formas
O teu brilho o teu olhar o teu sorriso são as minhas provas
Um beijo num desejo da maneira como protejo
A mais bela história de amor que eu não deixo
Tu és inspiração sabor doce do nosso beijo
Amor que eu sinto que eu vejo que eu desejo.

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Epopeia




Passado tenebroso poderia ter sido mais proveitoso
Eu não me importava com o futuro nunca fui ansioso
Matos e Henriques que pareciam que davam gozo
Se eu soubesse o que sei hoje teria sido mais escrupuloso
Vaidoso quanto baste nunca fui por arrasto
Sempre pensei pela minha cabeça o que me levou a ser nefasto
Rasto de um rastilho explodiu tirou-me o brilho
Explosão metafórica que me fez viver ao frio
Trilho percorrido de forma tormentosa
Deixei de ter sonhos em tons de cor de rosa
Corajosa a forma em como eu confronto a prosa
Nunca abandonei a poesia é Deus a pôr-me a prova
Fiel e distinto nunca fui menino íntegro
Dissimulado sem simulações tenho espírito límpido
Miúdas Valentes falsas e atraentes
Marias vendidas por álcool e presentes

Vê se entendes que todo o meu percurso
È feito na prova final nunca tive recurso
Busco uma elevação mental mais precisa
Árduo como rocha, ardo em chama infinita
A vida que me trouxe vidas em forma de tinta
Sou tão livre tão espontâneo como a minha escrita
Obsessivo compulsivo sou criativamente criativo
Cuidado comigo já posso ser apelidado de senhor imaginativo

É ISTO O QUE TU ÉS? ENTAO É ISTO QUE TU SERAS….


Tenho mais que um livro escrito guardados na minha gaveta
Empoeirados pela vida cobertos pela minha letra
E cada pagina que eu desfolho é magia que liberta
O pó que se solta que me cobre e me faz ver da maneira certa
Já fui iludido já fui ilusionista
Já não caio em fogo-de-vista queimo como alquimista
Magico combustivo lunático furtivo
O meu ser esta estampado nas folhas do meu livro
Esquivo-me com escritas, profecias e conquistas
Com sonhos que ainda sonho que tu já não acreditas
Deixa-te de fitas, já não acredito na tua mentira
És Coelho pensas que és lebre cuidado que o lobo mau ainda te faz ferida
Eu estou mais que atento agora ao que se passa em meu redor
Eu perdoo, ajoelha vais ter de beijar a mão do Senhor
Vão todos rastejar e querer entrar na casa do criador
E não te queixes pelo mundo só te causar dor

Tenho a mente direccionada para o presente e para o amanha
Já a tive bloqueada pela Sá agora tenho-a sã
Não sabem o que eu já vivi e o que eu já passei
Orgulho em tudo o que fiz em tudo o que eu criei
Usado pelo desejo de mulheres possuídas pela libido
Não sou santo, mas agradeço a Deus por não conseguir manter o membro rígido
Livros da Anita sobre histórias de casa de banho
Ataques pelas costas porque tu não chegas a metade do meu tamanho


É ISTO QUE ELAS QUEREM? ENTAO É ISTO QUE TU LHES VAIS DAR….


Elevo-me cada vez mais alto numa extensão sobrenatural
O divino e o oculto estão na minha alma como ritual
Pertenço a uma postura combativa e fogosa
Não destruam o meu ser e parem de ir por essa estrada perigosa
Pecaminoso, deambulo entre o anjo e o demónio
Sou eterno consegui parar o tempo do relógio
A saliva que entranha no teu corpo purifica
Eu purifico-te a alma com toda a minha escrita
Abençoa me como se fosse o teu tudo
Numa sincronia absoluta tenho o peito aberto como escudo
A suavidade esta áspera a mão apenas castiga
A espera que o encontro não seja da forma antiga
Maligna mal me liga a historia é sempre repetida
E eu no ouvido tenho o zumbido sempre da mesma cantiga
E o que mais me intriga são os sonhos que ainda tenho
Mundo de fantasia onde eu tenho o meu reino

“Tu consegues ser cada vez mais besta e a este progresso chamas de CI VI LI ZA ÇAO Vai vivendo a bestialidade da noite dos meus olhos, vai inchando a tua ambição toiro, até que a tua barriga te rebente, serei vitória um dia hegemonia de mim, e tu nem derrota nem morto nem nada, o século dos séculos virá um dia …
E mais do que isto ainda muito mais
Hei-de ser a mulher que tu gostas
Hei-de ser ela sem te dar atenção
Ahhhhh que eu sinto claramente que nasci de uma praga de ciúmes
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
E a alma dos pobres.”

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Observo Submerso


Deito-me e adormeço num sono profundo e aconchegante
Dentro do meu casulo observo-te como se fosse um gigante
Gasto tintas canetas folhas, estou em constante desgaste
A minha vida passa e eu tenho a minha alma pintada com arte
Espírito mais que completo fervoroso com o nervosismo
A calma que me aclama não me deixa pisar o risco
Eu prossigo numa quietude que emana a vitalidade
Numa força bruta da natureza que me da mais vontade
O à-vontade em que me sinto entre as palavras
É o motivo pelo qual as paginas estão a deixar de ser brancas
È tanta cor que brota da minha imaginação que já ultrapassei a policromia
É uma vida que me enfeitiça e que te deixa a alma mais vazia
Alimento-me do teu ser do teu interior sugo-te a vida
Por mais que sejas profunda eu causo-te intriga
Emotivo sem motivo vivo de emotividade desmedida
É um processo emotivo embutido que me leva a briga
Embate sem contacto que me levou ao afastamento
Viajei para um mundo onde a tempestade é permanente
O presente é aquecido por uma temperatura amena
O calor do passado esta presente numa parcela pequena
Deambulo como um zombie sobre uma lâmina
A criatura lunática esta presente em cada página
Tenho medo dos ferimentos proferidos por esta espada
Por isso salto cada vez mais alto e mergulho num mar de mágoa
Lembranças estão bem profundas e com o atrito da agua
Consigo observar em câmara lenta cada simples falha
Flutuo ate a superfície e inspiro até ao limite
A pressão do mundo exterior não deixa que eu respire
Mergulho cada vez mais fundo sem olhar para cima
Desisto de tentar respirar cada vez que o fundo se aproxima
Embato no solo num estrondo clamoroso
Levanto a poeira de toda uma vida que encobre o meu choro
Fico em repouso por breves momentos
Mas estas malditas sereias querem desvendar os meus pensamentos
Os meus sentidos ficam mais apurados e eu estou mais atento
Reajo por impulsos em segundos e sou rei do tempo
Mudança radical com sintomas de maluco
Eterna respiração que lentamente me tira do sufoco
Vocês não me conhecem e julgam me sem sabedoria
Fartei-me tanto das pessoas que comecei a viver na alegoria
Esse mundo a que pertencem esta podre e estragado
Eu observo tudo isto e contemplo no meu templo sagrado
Criado e recriado em louca poesia
Foi tudo isto que eu sonhei enquanto dormia.

Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Liberdade

Neste dia de natal...estou sentado...a escrever...e o que mais eu posso desejar? Apenas saúde....que todos os meus familiares tenham saúde, é apenas isso que eu desejo do fundo do meu coração...não quero prendas...não quero dinheiro...não quero nada disso...quero apenas saúde...liberdade para poder ver e viver todo este mundo fora da sociedade em que nos encontramos...o natal já não tem a magia que antigamente tinha...agora só vejo consumismo...eu quero liberdade....
Só quero viajar daqui para fora...sentir o ar a bater-me na cara como nunca senti...sentir-me livre...quero fugir daqui,mas partir com a certeza que estarei sempre presente.
Estive durante muito tempo a pensar....e tomei uma decisão....
Quando menos esperarem...eu partirei.
Into The Wild.

Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Magia




Eu sinto o sentido de uma vida percorrida só
Numa distância alucinada preenchida pelo pó
Fogo que me purificou o espírito deixando a vida acesa
Chama que me acalma e aclama brindado pela certeza
É a sensatez que me criou neste espaço opaco
Que me faz viver de forma diferente embutido no aço
Forte e frio combustivo com visões do desconhecido
Combustão é elucidativa cada vez que abro a capa do meu livro

Sem ser lindo continuo a ser constantemente lido
Eu lido com a aparência de ser aparentemente nocivo
No livro em que me encontro não faço mal a ninguém
Quero apenas paz vida amor numa vida do além
Vem sentir alucinações em cada pagina que desfolhas
O sabor da imaginação que saboreias em todas estas folhas
As escolhas que tu possas fazer são todas tuas
Entra neste meu mundo e descobre apenas almas nuas e cruas

Transpiro poesia por todos os meus poros
A tua vida que me invade e me faz decorar todos os teus contornos
Numa busca que me fez ver o mundo de outra forma
O encontro entre duas almas, que me transforma
A orla entre o limiar da sanidade e da loucura
Faz-me desejar algo mais que uma simples aventura
A ternura cravada e recuperada de um passado de transtorno
Foi encontrada no amor que eu tinha deixado ao abandono

Um trono preenchido por uma sombra vaga
Agora é luz incandescente que dificilmente se apaga
Afaga-me neste canto como em solidão eu fazia
Eterno amante recriado em poesia
Criador de sonhos elucidado pela fantasia
Sexto sentido iludido pela tua magia
Em forma de vício fictício eu sou mais que a imaginação
Imaginário criativo em torno da minha criação.

Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

A.N.A. (Amor Nunca Alucinações)




Eterna num sistema que se torna efemero
Depois de eu ser sincero amaria que nao fosses o que quero
Não me uses pelo desejo que tanto me fascina
A vida que te viu nascer e te fez  obra prima
Não te escondas só porque tu não me encontras
Por mais que não queiras eu estou sempre escondido nas sombras
Buscas bruscas quando fujo da verdade que assusta
Se amor fosse vida tu viverias a minha custa
É simples, nós é que tornamos tudo complicado
São requintes, no dificil esta sempre o mais apreciado
Precioso com forte gosto, superior mais que saboroso
Um beijo que destrói o maior desgosto amoroso
Silencio em que me deixo agora no abandono
Num sono profundo fecho-me só para sentir o teu perfume
Um sabor um olhar uma imagem uma viagem
Um amor um voar um sentir em tons de miragem
Pensamento em liberdade para sentir o sentimento que inalo
Em conversas com o meu proprio espirito é so de ti que falo
Amor nunca alucinações, fluidos em fusões
Sentidos despertos que aumentam pulsações
Sonhos que ganham vida que pintam tudo o que se move
Eu pinto-te numa tela assinada com o teu nome
E eu já não me movo, deixo que esta leve brisa me leve
Sou a polocromia congelada e coberta de neve a espera que o teu aquecimento seja para breve.

Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Reino das Palavras


Arrepio na pele sentido até no osso
Demoroso todo o tempo em que eu estive o fosso
E esse poço não tinha água para enxaguar as lágrimas
Que escorreram pelo meu rosto ate desenharem fantasmas
Penumbras para onde eu fugi e criei o meu refugio
Numa elasticidade subtil pintei a cores o subterfúgio
E o relógio que conta o tempo não me esconde da aparição
Onde apenas eu sonho não existe a palavra não
Auspicioso em sonhos onde fui sempre venturoso
Nunca me trouxe nada novo apenas tempo ventoso
Perigoso sem ter a noção que eu me tornara o rei das palavras
E com o tempo criei um reino sustentado por estas páginas
Figuras enlouquecidas criadas na minha cabeça
Criaturas nascidas dentro dela para fazerem a diferença
Imaginativo sem ter igual apelidado de estranho
No meu encanto eu não estranho eu apenas entranho
Insano sequioso o diabo deseja a minha alma
Eu confronto-o e venço-o deixo a minha alma salva
Deus almeja por mim mas cria-me o inferno
Eu não sei onde pertenço só sei que sou eterno
Rejubilo por entre o fogo e grito como um louco
Reino da loucura e aventura que me tira do sufoco
Eu brilho mais que o sol numa combustão de sentimentos
Explosão é introspectiva que me liberta das correntes
Liberdade que me faz ver o mundo de outra forma
Relatividade na teoria onde nada se perde tudo se transforma
Redundância em abuso onde eu deixo de ser nervoso
Retórica de um intruso que um dia foi venenoso
Poderoso ponderoso criei o meu próprio reino
O que o torna mais saboroso é que eu sou o primeiro
Sentimentos embriagados por um sono profundo
Fui acordado por um som que me deixou surdo e mudo
Desperto cada vez mais discreto eu estou confuso
Recluso deste mundo aberto de onde eu não fujo
Uso e abuso desta vida não sou intrujo
Não minto na tenacidade de como acredito no meu mundo
Sem medo das palavras sempre fui conciso na afirmação
E sempre tive algum desejo dentro de mim de confirmação
A ficção de um reino que me levou a fixação
Fez-me proteger tudo o que tenho com a minha mão
Impressiono sem pressão, precioso na apreciação
Serei sempre uma certeza nunca serei uma opção
Obsessão que me levou a obtenção da razão
Sou ambicioso demais para viver só do coração
Visão de conquistas fechado em quatro paredes
Num salto de espírito aberto quebrando os meus medos
Entre redes visionárias do reino das palavras
Eu vivo palavras imaginárias nunca imaginadas.

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

10 000 Visitas


Primeiro de tudo queria agradecer a todos os que visitam este blog, são 10 000 visitas.
Obrigado pelo tempo.
Segundo, em jeito de dedicatória esta aqui este vídeo….é dedicado para todos os que visitam este blog, espero que gostem.
Muitas pessoas talvez não iram entender metade dele…muitos aposto que entenderam tudo…Cada imagem…cada movimento…cada som… cada olhar…Tudo teve um principio…dia 8 de Agosto de 2007. A maior parte não sabe o que significa essa data, para mim muita coisa, foi o inicio de uma nova vida, talvez destruída pelo amor. Entrei em paranóia…andei perdido durante muito tempo. Só quando encontrei parte de mim é que criei este blog, a outra parte ficou perdida e anda a deambular por ai…gostava muito sinceramente de a reencontrar. Onde andas tu? Não te consigo ver…muitos perguntam que parte será essa, eu penso que não preciso de responder a isso.
Posso dizer que neste vídeo o meu desespero angustia indefinição frustração estão bem vincados. Eu vivi isto…eu vivi assim….perdi-me muitas vezes no álcool no fumo na solidão em outros corpos e na escrita para esquecer tudo. Mas existia sempre um fantasma que me perseguia violentamente e destruía-me a alma. Para muitos tornei-me louco, para outros um génio, o que serei eu? Talvez louco, talvez génio, ou mesmo talvez um génio louco.
Há muita coisa ainda para ser dita, mas tudo tem o seu tempo para ser dito e compreendido. A minha alma não vai sossegar enquanto todos não entenderem o que eu sinto, mas principalmente o que eu sou.
Muitas vezes magoei muitas pessoas, peço desculpa, mas não era eu, era o fantasma que me assombrava, eu não quis isso, fui magoado muitas vezes, porque o fantasma gostava de me fustigar e deixava-me sem defesas, e eu amava tanto esse fantasma.
Este vídeo é a primeira parte, mais surgiram…toda a minha historia vai ser contada, mas só entendera quem quiser entender. Isto é só o inicio.
Em cada palavra uma emoção
Em cada imagem eu devolvo-te a visão.
Obrigado a todos
Nuno Ribeiro
Eternamente

Domingo, 4 de Outubro de 2009

Transparente




Transparente num opaco da própria espécie
A superfície que me reveste é brava como a intempérie
Afasto o nefasto para que vejas a minha transparência
Na decadência que me cobre e me trás dependência
De um olhar que trouxe vida a uma vida extinguida
Tentei dar a mão a tua alma para ver se ela me seguia
Continuei sozinho apenas um corpo solto sem espírito
Encontrei-me numa purificação do meu estado lírico
Afastei-me do meu próprio corpo em sincronia
Deixei-o sozinho e parti em busca da poesia
A transparência que me atraia não era mais que o meu reflexo
Embutido no meu corpo ramificado ao plexo
Transparente sem cura, sou a salvação que me procura
Cristalino como água transparecia candura
Bravura não passou mais que uma aventura
Sou mais que a transparência reflectida na minha figura
Sou como o gelo transparente, posso ser frio
Mas queimo e tenho o meu próprio brilho.





Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Muito mais




Eu espero que a minha vida me traga algo mais
Numa transcendência vivida em sons intemporais
Numa escapatória a fuga porque eu já não me escondo
Do conforto do amor ódio que me deixou louco
Transparência transparecia numa vida que não corria
Estava agarrada amarrado a tudo o que me corroía
Liberto em liberdade agora sou libertino
Destruí o meu destino preso apenas por um fio
Nova vida com novas perspectivas acusado de insanidade
Nem médicos que me chamam louco me tiram a ansiedade
De ver mais de querer mais de viver noutro tempo
Porque eu não pertenço aqui e ninguém entende o meu pensamento
Há sempre uma mensagem subjectiva e pouco aparente
Da ilusória das palavras da minha poesia diferente
E eu sou consciente, por mais que não pareça
Deixei o ponto final para viver nas reticências
Vida densa numa extensa jornada desde a nascença
Já conto com 27 numa intensa presença
Vivencias presenciadas numa fissura do tempo
Cronologia criada numa figura doente
Eu estive sempre atento tentado a apontar o dedo
Mantive-me calado e fingi que era tudo um segredo
Mas eu já não aguento, arrebento por dentro
Chegou agora o tempo de eu fazer o meu julgamento
Este sol que rasga pelas nuvens e trás algum calor
Não me chega eu peço mais eu quero mais fulgor
Esplendor que me expande para outros mundos
Na plenitude que me agiganta em todos os minutos
Dá-me mais um tempo traz-me um trevo de quatro folhas
É a mudança que eu espero numa espera entre escolhas
E as folhas brancas do meu caderno escuro que vou preenchendo
Trazem vida a uma chama que eu tenha cá dentro
Entro em combustão, eu espero muito mais da vida
Eu só comecei agora ainda estou longe da despedida
Eu quero muito mais céu muito mais infinito
Tudo o que possa avultar o meu espírito.